ROGERIO DISTEFANO - MAXBLOG

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OS PAUS E A CANOA

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  • DOMINIQUE STRAUSS-KAHN, o ex-diretor gerente do FMI, está vendo com quantos paus se faz uma canoa com aquela mania de não poder ver mulher sem atacar. Primeiro ficou preso três meses nos EUA, acusado de estuprar a camareira do andar do hotel onde se hospedava. Libertado, chega à França e, mal refeito do jejum amoroso, é preso como suspeito de consumir prostitutas de luxo: no tempo em que era pessoa importante, o diretor de uma grande empresa contratava as garotas e as fornecia, com hotel incluído, a DSK.
  • Parece armação política, pois DSK era o candidato potencial do Partido Socialista à presidência da França, e caído em desgraça com a prisão nos EUA, mesmo assim o atual candidato do PS está melhor cotado que o presidente Nicolas Sarkozy, que disputa a reeleição. Mas que dá uma inveja danada em nós, aqui do Paraná, isso dá. Até hoje a polícia não saiu da greve de fornecer o nome dos políticos que frequentavam o bordel-cassino do Parolin, nem apresentou a caderneta dos clientes de dona Mirlei, a cafetina de Colombo.
Última atualização em Qua, 22 de Fevereiro de 2012 15:37
 

PORTA-AVIÕES DECORATIVO

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  • UM INCÊNDIO na madrugada de hoje no porta-aviões São Paulo deixou um marinheiro morto e outro ferido. É o quarto entre os incidentes com o navio, comprado em 2000 da França, que mantiveram o São Paulo no estaleiro entre 2005 e 2009. O porta-aviões é o único da marinha de guerra brasileira, apesar da extensão de nosso território banhado pelo mar. Mas não há grandes riscos por parte de porta-aviões latino-americanos, pois se trata do único porta-aviões de toda a América do Sul e Central.
  • No império o Brasil manteve batalhas navais com a Argentina, com quem empatou quando a derrota ameaçava aos dois, e com o Paraguai, que acabou vencido depois de muitos sustos ao Brasil. Se as coisas estão assim, com apenas um porta-aviões para dar ilusão de grandeza a um único país, parece que com a entrada no século XX o Brasil e seus vizinhos perderam o cuidado com o aparato da defesa e reforçaram o da repressão interna, pois as forças armadas encolhem e as polícias crescem.
Última atualização em Qua, 22 de Fevereiro de 2012 15:45
 

CERVEJA E PASTEL

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  • JENNIFER LOPEZ, cantora e atriz norteamericana, fotografada no camarote da Brahma, que a trouxe para o carnaval do Rio. Comeus pastéis e descartou a bebida: "não sou do tipo que bebe cerveja". Bacana. Se há coisa horrorosa entre as mulheres de hoje e as personagens do cinema norteamericano é aquilo de mulher bebendo cerveja pelo gargalo.
  • Mesmo no copo, cerveja é feio na mulher, pois a remete muitas vezes ao banheiro e atrapalha o amor, antes e durante. J. Lo não bebe cerveja, que deixa a mulher barriguda. Já o pastel para ela é vital: garante o latifúndio glúteo, de gordura e musculatura naturais, maior que o das mulheres abóboras, maças, melancias e jacas brasileiras, turbinadas de silicone.
Última atualização em Qua, 22 de Fevereiro de 2012 15:24
 

O FIEL DOS FIÉIS

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  • A RECEITA FEDERAL apreendeu em São Paulo um jato no valor de US$ 20 milhões, pertencente à filial argentina da Igreja Universal do Reino de Deus, do bispo Edir Macedo. Primeiro o aborto, agora o jato. Desse jeito os evangélicos abatem o governo Dilma ainda no chão. Ou isso, ou o jato de Edir decola. Caso ninguém tenha percebido, os fiéis políticos evangélicos estão para a democracia petista como os militares estavam para a ditadura: são o fiel da balança.
 

FLUÊNCIA E TEMPORALIZAÇÃO

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  • VOCÊ USA TELEFONE CELULAR, pois não? Todo mundo usa. Você por acaso sofre de "distúrbios na fluência e temporalização da fala"? Quer dizer, em língua de gente, daquelas faladas na França, Alemanha e Inglaterra, você é gago? Além de gago também gosta de segurar o dinheiro? Então mude para Mato Grosso do Sul, onde desde 2009 vigora a Lei do Gago, que garante desconto de 50% na conta do celular para quem tem "distúrbios na fluência e temporalização da fala". A propósito, substitua fluência e fala por dois palavrões e você terá uma definição bem sacana.
Última atualização em Qua, 22 de Fevereiro de 2012 08:33
 

A VERDADEIRA OPOSIÇÃO

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  • DA BAHIA, onde passava o carnaval, Beto Richa declarou que a greve da polícia foi induzida pela oposição. Ou Jaques Wagner, o governador baiano que enfrentou greve igual e oposição real, fez a cabeça de nosso governador, ou Beto carregou na água de côco, porque se há uma coisa que ele não tem no Paraná é oposição.
  • No governo do Paraná só a secretária da Família enfrenta oposição, a do mulherio interessado em tomar seu marido. Oposição que ela combate com tuitadas, fotografadas e foicebucadas, armas tão eficientes quanto as da polícia. Mas cá entre nós e que Beto nos ouça: dizer que a oposição manipula a polícia é abusar da inteligência da polícia.
Última atualização em Qua, 22 de Fevereiro de 2012 07:54
 

ADOENÇA-ESPETÁCULO

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  • HUGO CHÁVEZ, novamente em Cuba para se operar, admite que seu câncer é maligno. Não era mais possível esconder, o fato já havia tomado conta do noticiário. É o drama dos ditadores, que escondem as doenças, criam a imagem de eternos e vivem por ela. Lula, também com câncer, fez o contrário, transformou a doença em espetáculo, com fotógrafo registrando os momentos de internação e tratamento. Acontece que Lula é mais esperto que Chávez. E o Brasil mais democrático que a Venezuela.
 

VAI VER QUE É

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  • CARNAVAL carioca, os surfistas vestidos de mulher. No carnaval de 1959 Joel de Almeida fez sucesso com a marchinha neste refrão: 'Se veste de baiana pra dizer que é mulher, vai ver que é, vai ver que é'.
 

JUSTIÇA CARNAVALESCA

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  • NO CARNAVAL paulista integrantes de escola de samba invadiram o espaço da comissão julgadora, roubaram as urnas e rasgaram as cédulas de apuração, localizadas mais tarde em um banheiro químico; depois puseram fogo em carro alegórico. O impasse na decisão sobre a escola vencedora durou o dia inteiro. Se o carnaval é das poucas coisas sérias no Brasil, ele deve ser levado a sério. Precisamos dar um basta no amadorismo e criar a justiça carnavalesca, como órgão especial do Judiciário ou na forma da justiça desportiva.  E instituir, porque faz parte do jogo da justiça, o ministério público do carnaval.
Última atualização em Qua, 22 de Fevereiro de 2012 07:20
 

DUAS VEZES MAIS

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  • PRESTEM ATENÇÃO aos filmes norte-americanos anteriores aos anos 1980. Desde o início dos anos 1940 os personagens esvaiam-se de fumar, era cigarro o filme inteiro. Lembro 'Uma aventura na Martinica, direção de Howard Hawks, 1944, o primeiro filme de Humphrey Bogart com Maureen Bacall, início do romance entre os dois: fumaradas sem fim, o cigarro com alusões sexuais quase explícitas, imaginei que por trás das câmeras ficaram chamuscados, cabelos e demais pelos queimados, lençóis encharcados pelos bombeiros. Bogart era fumante compulsivo, um câncer consumiu-o da garganta até o estômago e no fim da vida a própria mulher dizia que não aguentava o cheiro que exalava dele pela doença.
  • No cinema pós 1940 a maioria das cenas tinha consumo de cigarro em todos os ambientes, até em elevadores. Os personagens que por acaso não estivessem fumando sequer piscavam os olhos pela irritação da fumaça. Hoje, membro dos fumantes anônimos, imagino o cheiro que permanecia nos cabelos e roupas de todo mundo. Mas eram outros tempos, o cinema estava envolvido no merchandising da indústria do tabaco - assim como nas do leite, do bacon e do álcool, todos consumidos generosamente nos filmes. Merchandising institucional, pois sequer se mostrava a marca dos cigarros. Quem ia além do enredo maravilhava-se pelo espetáculo de elaboração de uma sociedade de consumo.
  • Décadas depois o cigarro foi amaldiçoado pela saúde pública e praticamente banido no cinema dos EUA. Ainda aparece nos filmes, nos lábios de delinquentes, desajustados, jovens revoltados. O bacon continua, deve ser porque a indústria farmacêutica tem mais força que as seguradoras com a venda de remédios para colesterol e pressão alta. De igual com o leite, mas em menor escala, porque não faz qualquer sentido, soa de mau gosto e péssimo paladar aquilo de crianças empurrarem o jantar com um copão de leite. Agora alguém lá em Boston, Massachussetts, descobriu que o álcool no cinema tem efeito aliciante sobre os jovens.
  • É o que relata o jornal virtual BMJ Open: os jovens que assistem filmes onde há consumo de álcool têm duas vezes mais chances de começar a beber. Daí a recomendação de tirar o álcool dos filmes. Banido o cigarro, que é menos nocivo que o álcool, social e individualmente, a ingestão de bebida permanece intocada nos enredos dos filmes. Bebe-se muito, briga-se nos bares, surge confusão em casa, os personagens bebem e dirigem os carros. O cinema, fiel à realidade, mostra o resultado, com atropelamentos, mortes, acidentes. Mas nada muda. Por que? Força da indústria? Difícil acreditar. Lembro que os EUA fizeram a Lei Seca, que proibiu a venda de bebidas alcoólicas.
  • Portanto existe substrato moral para condenar o álcool. A dúvida: o álcool não é ainda um problema de saúde pública como o cigarro? Ou o álcool cabe no espaço da mesma liberdade que deixa livre a compra e uso de armas, direito expressamente previsto na constituição, beber como direito de procurar a felicidade? Curioso que a mesma coisa acontece no cinema com o sexo, que nos tempos de Bogart/Bacall era sugerido e por isso vinha com carga intensa de sensualidade. Nessa época o sexo era sujo, o Código Hayes estabelecia regras sobre o que podia ser mostrado no cinema. E sexo não podia. Depois o cigarro ficou sujo e o sexo ficou limpo, não deixando margem à imaginação.
  • Hoje o sexo no cinema é praticamente explícito. Entre o sexo no cinema comercial (os feature films, como dizem nos EUA) e o pornô a diferença está na penetração, explícita neste, sugerida naquele. O que aconteceria ao filme sem a cena de sexo? Não maioria das vezes nada, a menos que seja filme pornô. Algumas vezes o filme perde seu principal atrativo: o que seria de Sharon Stone sem as cenas de sexo, em que seus esgares de boca constituem a quintessência do talento dramático?  Por que tratar de sexo aqui? Porque cigarro, sexo e álcool - mais as corrimaças de automóvel - são cenários incidentais recorrentes do cinema norte-americano. 
  • E a recomendação da BMJ Open de tirar as cenas de álcool apela para o politicamente correto cultuado pelos americanos. Foi assim com o cigarro. Mas suprimir o álcool não tira verossimilhança dos enredos sobre uma sociedade amante do álcool? Sim, o cinema pode aumentar em duas vezes as chances de cair no alcoolismo, pois o jovem tende a emular os personagens. Está aí mais um debate interessante, entre tantos que consomem a sociedade americana. E o sexo no cinema? Reduzidas as cenas, os jovens norte-americanos perderiam o risco de fazer duas vezes mais sexo? No Brasil já temos isso resolvido: fumar, beber e transar, é só começar. Com ou sem cinema, televisão ou BBB.
Última atualização em Qua, 22 de Fevereiro de 2012 07:18
 

DEPENANDO O BEM-TE-VI

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  • ISSO É AMOR, o resto é ternura. O americano Terry Doxey foi preso na semana passada e saiu sob fiança de US$ 10 mil  (R$ 17 mil). Doxey estacionou o carro em frente à penitenciária onde a namorada está presa, no estado de Michigan, acendeu as luzes e passou a espancar o careca, descabelar o palhaço, jogar um 5x1, depenar o bem-te-vi, fazer justiça com as próprias mãos, engravidar o ralo, bater uma bronha, em suma, esvaiu-se num espetáculo de masturbação para a assistência da namorada e colegas de cárcere.
Última atualização em Seg, 20 de Fevereiro de 2012 17:30
 

RIMA POBRE E CARDÁPIO RICO

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  • FERIADÃO, cidade vazia, a busca onde comer, pois a maioria dos restaurantes fecha. Nos que abrem, muito cuidado. Poucas mesas ocupadas, vá embora; a comida leva tempo para vir e nem sempre - ia dizer 'de raro', mas me soou lusitano - é gostosa, pois o cozinheiro cumpre castigo. Naqueles que estão com razoável frequência os cuidados são outros. Por exemplo, confira o cardápio. Cardápio longo significa que boa parte dos pratos estão congelados, normalmente os mais requintados. Comida degelada não tem gosto. E também é demorada.
  • Lembre-se que você está em Curitiba.  Não, não sejamos injustos, você está no Brasil. Aqui a imensa maioria dos restaurantes ajusta-se ao paladar brasileiro, rigoroso em duas coisas: 1) dá-se preferência aos pratos conhecidos, ou seja, entre o espaguete à bolonhesa e o penne com salmão, opta-se pelo primeiro, ainda que o segundo seja coisa trivial; 2) o tempero e o sabor de qualquer prato de origem estrangeira têm que evocar a cozinha brasileira. Que o digam os restaurantes chineses. Portanto, se você quer comida estrangeira, coma no estrangeiro.
  • Sem nada a ver com comida, mais a ver com comportamento no restaurante, tem o fenômeno que chamo de propinquidade - proximidade em português antigo. A propinquidade significa o seguinte: restaurante quase vazio, poucas mesas ocupadas, as pessoas chegam e procuram sentar-se próximo às mesas já ocupadas. Para quê? Solidão, insegurança ou facilidade com o garçom? O máximo a que cheguei na antropologia de restaurante foi esta rima pobre. Convido os leitores a me elucidarem o fenômeno. 
Última atualização em Ter, 21 de Fevereiro de 2012 08:02
 

ORGANIC LOVERS

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  • NO BATEL a placa da empresa: "Organic lovers". Pessoas que transam sem agrotóxicos? Se nome regula...
 

CARNAWALK

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  • O CARNAVAL não é festa genuinamente brasileira, parece que nasceu em Veneza, Itália. Mas no Brasil é a festa nacional por excelência. Nacional, eu disse. Tão nacional que no carnaval de Curitiba o bloco mais apreciado chama-se Zombie Walk. Já temos o carnawalk.
Última atualização em Seg, 20 de Fevereiro de 2012 08:40
 

ERRO DE CÁLCULO

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  • A GAZETA noticia que 20 mil pessoas acompanharam ontem o desfile das escolas de samba de Curitiba. Não acredito. Não fica tanta gente na cidade no feriadão de carnaval.
Última atualização em Dom, 19 de Fevereiro de 2012 09:11
 

A LEI DO NÚMERO UM

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  • NESTE SÁBADO a polícia do Rio prendeu 118 pessoas por urinarem na rua; desde que começou da agitação pré-carnavalesca já são 577, incluídas 59 mulheres. Tinha que dar um prazo de uns dois anos para valer a proibição de fazer o número um em público. Questão de coerência e de precedente: o STF vinha segurando há dois anos a lei da ficha limpa, que é a proibição de os políticos fazerem o número dois em público. E olhe que quase não passou, pois quatro ministros queriam retardar mais um ano.
Última atualização em Dom, 19 de Fevereiro de 2012 14:16
 

A MINORIA AFRICANA

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  • CAROLINE BITTENCOURT, modelo, apresentadora de televisão, loiríssima, lindíssima, nada fora do lugar, defeitos apenas as pequenas tatuagens nos tornozelos. Será destaque no carnaval paulista pela escola de samba Acadêmicos de Tucuruvi. Entrevistada, declarou que desfila como representante da "minoria africana".
Última atualização em Sáb, 18 de Fevereiro de 2012 10:38
 

CEILAMBÓDROMO

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  • TEM AERODROMO, hipódromo, até sambódromo, o sufixo dromos significando caminho, estrada, percurso do ser indicado no prefixo: avião, cavalo e samba. No Distrito Federal acaba de ser inaugurado o Ceilambódromo, para uso no carnaval. Dromo sabemos o que é. Mas Ceilambo, que raio é isso? Seria sinônimo de samba, de carnaval? Em Brasília nunca se sabe.
 

AS DIFERENÇAS

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  • EM QUASE UM ANO no cargo, a ministra Iriny Lopes, das Políticas para as Mulheres, invocou com a propaganda de langeri de Gisele Bündchen. Em menos de um mês no cargo sua sucessora, a ministra Eleonora Menicucci, propõe o aumento do período da licença-maternidade. Eleonora mostra habilidade frente às igrejas que não gostam dela por causa de sua posição sobre o aborto. Será que funciona?
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 23:16
 

OS DEVERES DO CARGO

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  • BETO RICHA E A SECRETÁRIA DA FAMÍLIA pulam o Carnaval e curtem os trios elétricos na Bahia, convidados do governador Jaques Wagner - que, como todos os governadores baianos, leva colegas de todo o Brasil, independente da cor partidária, para promover a grande festa do Estado. Não sejamos cruéis a ponto de exigir que Beto comemore a festa de Momo no Paraná, porque nem a honrosa função de governador e os deveres inerentes ao cargo justificam tamanho sacrifício.
  • Beto podia mirar-se no exemplo daqueles governadores baianos e convidar todos os colegas do Brasil para comemorar as Festas de São João no Paraná. A honrosa função e os deveres inerentes ao cargo etc, etc. Acontece que Beto é fino demais para comer pinhão, beber quentão e pular fogueira com a secretária da Família vestida de sinhazinha. Lula e Marisa Letícia comemoraram São João rigorosamente todos os oito anos de mandato. Por essas e outras Lula não sai do imaginário brasileiro.
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 16:11
 

SAUDADES DO DUCE

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  • GREVE DA POLÍCIA CIVIL a partir do domingo de Carnaval, paralisação de 70% das classes abaixo dos delegados, que não participam do movimento e trabalhando não fazem nenhuma diferença sem o apoio de escrivães e investigadores. Pelos cálculos, o Paraná ficará sob os cuidados de não mais que 500 policiais civis. Se com 100% dos policiais a segurança é precária, com 30% será trágica. 
  • Beto Richa que tome tento, porque as comparações correm soltas, agourentos já lembram que Roberto Requião matava no berro qualquer ameaça de greve policial. Como disse o jornalista Airton Cordeiro, em comentário na rádio CBN hoje à tarde, Beto indiretamente fomentou a greve na campanha eleitoral quando prometeu melhorar tudo que estava ruim no governo Requião, inclusa a segurança, com a remuneração da polícia.
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 23:18
 

PROPAGANDA ESTRANHA

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  • A FIAT LANÇA PROPAGANDA de segurança para o Carnaval: uma criança na fila do transplante diz que muitas pessoas podem morrer em acidentes nas estradas. Significa o quê? Se alguém morrer no acidente a criança recebe o órgão que falta? Ou a criança pede para o sujeito não morrer para que ela fique mais tempo na fila do transplante e eventualmente morra? A publicidade tem dessas coisas que confundem.
  • Confiram a do New Fiesta, na televisão: o sujeito pára em frente ao prédio, ansioso, buzina, aciona o telefone - discagem direta, identificação de nome - e um outro, lá em cima, olha pela janela, faz biquinho, cruza os braços, senta com raiva e diz "Não vou!". Tem toda a cara de campanha para o público gay. Sem problema, mas sejam claros, não nos deixem pensar muito que acabamos não comprando o carrinho jeitoso.
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 23:25
 

DINHEIRO HIGIÊNICO

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  • A JUSTIÇA DE SÃO PAULO passou dois meses sem papel higiênico, informa o site UOL. Os desembargadores do TJ pelo menos não se apertaram: como recebiam até R$400 mil por mês, com certeza usavam as cédulas nos respectivos banheiros.
 

ASILO PARA REQUIÃO

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  • "...o asilo que ele precisa é outro" - o jornalista Luiz Geraldo Mazza comenta na rádio CBN o twit em que o senador Roberto Requião declara que pretende pedir asilo político em um país democrático para safar-se das condenações judiciais.
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 15:26
 

ENTREGA AO REI

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  • O PREFEITO DO RIO, Eduardo Paes, entrega a chave da cidade para o rei Momo. Se entrega a chave da prefeitura podia haver boas surpresas.
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 23:27
 

PODE AJUDAR

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  • DUAS CHIMPANZÉS viviam no zoológico apertado em Israel. Agora estão confortáveis, emigraram para Curitiba, alojadas em santuário de primatas. A ideia pode ajudar em parte o problema dos palestinos, a quem Israel não cede espaço. Se alguém não gostar da ideia, lembro que todos nós, incluídos palestinos e israelenses, descendemos dos chimpanzés.
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 12:27
 

CONDENADO PELA OBRA

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  • A JUSTIÇA FEDERAL condenou o ex-governador Roberto Requião a ressarcir o Tesouro por ter usado a rádio e a televisão públicas para sua promoção pessoal. Perdoem não dizer que a rádio e a televisão eram educativas, como vinha no nome oficial, porque as falas do ex-governador transmitidas pelos dois órgãos eram tudo menos educativas. Mas daí a condenar o governador por ato contrário à Constituição, de fazer promoção pessoal às custas de órgãos públicos, o tema merece ponderação.
  • Está certo, a letra fria da Constituição proíbe o uso da máquina pública para promover o governante. Mas se a juíza que deu a sentença examinasse as transmissões não condenaria o ex-governador. Eu assisti a um terço de duas sessões da escola de governo, que era transmitida pela rádio e pela televisão estatais. Ninguém passava a gostar de Requião depois de assistir ou ouvir sua promoção, muito ao contrário. Portanto, não havia promoção pessoal, também muito ao contrário.
  • Mais: só ouvia a rádio e assistia a televisão quem precisava fingir que tinha ido à escola de governo. Caso exemplar era o de um primo-irmão do governador, que ganhou dele uma diretoria de estatal, e assistia a televisão em sua sala na estatal. Nem o parentesco, nem a prebenda, motivavam o cidadão a ir à escola de governo. Fora do governo, onde não funcionava a promoção do governador, raríssimos assistiam a televisão do Estado, que recebia zero de audiência no Ibope. A rádio do Estado era pouco ouvida, porque o governador mandou mudar a programação para o seu gosto - e só quem conhece Requião sabe que ele não tem gosto nenhum.
  • Portanto não havia promoção, e se havia não provocava o resultado que a Constituição quis impedir. Tem outro ponto que a sentença poderia observar: Requião fez economia em promoção pessoal. Ele não gastava dinheiro com os grupos de comunicação, pois estava brigado com todos. Gastava com revistas e jornais que ninguém lia e que cobravam pouco em relação ao que os governos anteriores gastavam com os grandes jornais e televisões. Porém não adianta discordar da sentença, ainda que estivesse errada. Porque mesmo que estivesse errada ela sempre estaria certa em se tratando de Roberto Requião - pois nele, até quando inocente, pesa o conjunto da obra.
 

NÊGO OU NÉGO

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  • DILMA GANHOU o filhote de labrador, presente de uma tabelioa cearense que achou que a presidente precisa de carinho. Há controvérsias neste ponto. O novo labrador fará companhia ao velho labrador, deixado para Dilma por José Dirceu, quando este também deixou-lhe a Casa Civil depois do escândalo do mensalão. Não se sabe o nome do novo labrador de Dilma. Sabe-se o nome do velho labrador, batizado de Nego por José Dirceu.
  • Aqui a gente percebe o estrago da reforma ortográfica: qual é mesmo o nome do labrador batizado por José Dirceu, Nêgo ou Négo? Na escrita antiga não teria problema. Agora fica essa dúvida. Eu não tenho dúvidas. Batizado por José Dirceu, o principal réu no mensalão do PT, o cachorro de Dilma chama-se Négo.
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 23:29
 

LÁ NÃO TEM FICHA

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  • OS ALEMÃES NÃO TÊM essa preciosidade cucaracha, brasileira, a lei da ficha limpa. Prova disso é o bonitão da foto, Christian Wulff, o presidente da república, que renunciou ontem ao cargo. Wulff estava na frigideira há um mês, desde que o ministério público pediu a suspensão de sua imunidade ao parlamento. A causa? Coisa simples, que no Brasil seria considerada normal: quando era governador da Baixa Saxônia, Wulff tomou dinheiro emprestado de um diretor de cinema, amigo de sua mulher.
  • No Brasil seria problema se o diretor de cinema tivesse transado com a mulher de Wulff, como aconteceu com um candidato a governador do Nordeste. Emprestar dinheiro não é problema. Foi assim com o atual governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, quando era presidente da Anvisa, ao tomar dinheiro emprestado de lobista que atuava perante a empresa. E admitiu o empréstimo. Entre nós trata-se de assunto de economia privada.
Última atualização em Sex, 17 de Fevereiro de 2012 10:58
 

NÃO SE ALEGRE

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  • O STF DECLAROU aplicável a Lei da Ficha Limpa às eleições deste ano. Decisão de maioria, o que significa que o STF podia declarar não aplicável a lei às eleições deste ano. Coisas de Brasil, de país que não é sério. País sério não precisa de lei de ficha limpa, pois a opinião pública e o eleitorado matam o político desonesto em vida. No Brasil nada sério mesmo com a ficha suja o político sobrevive. Duvidam? Só digo um nome: Paulo Maluf.
 

CUIDADO, ELEITOR

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  • NOSSO BRAVO SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB) critica o contingenciamento de R$ 55 bilhões pelo governo federal: "Nós acabamos de aprovar o orçamento e já estamos cortando? O orçamento é uma peça de ficção? Uma brincadeira de fim de ano?".
  • Contingenciamento é prática comum na gestão orçamentária; significa o retardamento no gasto, a retenção ou o corte de recursos conforme as circunstâncias - ou contingências, daí o nome. Um exemplo, por todos: cortam-se despesas para gerar superávit nas contas, equilibrando receita e despesa ou diminuindo o déficit; restabelecida a entrada de recursos, cumpre-se o orçamento, se possível nos limites em que ele foi votado.
  • Álvaro se faz de milho para comer o burro. Primeiro, porque o orçamento não traz obrigação de serem aplicados todos os recursos nele previstos. Por isso se diz que o orçamento em regra é autorizativo, não mandatório. Álvaro sabe disso, mas tenta convencer você de que é mandatório. Nosso senador não diz, porque lhe convém, que o orçamento cortado não foi votado pelo executivo, mas pelo legislativo, inclusive com emendas dele, Álvaro.
  • Segundo, no governo FHC, do PSDB de Álvaro, também se fazia contingenciamento e Álvaro não chiava. Mesmo no governo de Álvaro Dias no Paraná praticou-se o contingenciamento até para fins não orçamentários, como segurar recursos para gastar em ano eleitoral. Só agora Álvaro fala de "ficção" e "brincadeira de fim de ano". De original só a brincadeira, porque dizer que  é ficção virou lugar comum, batido, chapado, sem graça.
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 16:42
 

BRAVA GENTE BRASILEIRA

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  • NOVENTA DETENTOS da delegacia de Araucária fugiram serrando as grades com lâmina de barbear, prova da criatividade brasileira nunca devidamente valorizada. Nos EUA essa gente já teria sido contratada pela Gillette para melhorar o padrão de qualidade de suas lâminas. E quanto a caberem 90 numa cadeia com capacidade para não mais que quarenta, a indústria de sardinhas de Portugal pagaria bons euros para a turma de Araucária. Aqui serão presos novamente e novamente empilhados na delegacia.
 

SEMPRE A DENGUE

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  • O RIO DE JANEIRO pode ter a maior epidemia de dengue de sua história, revela o ministro Alexandre Padilha, da Saúde. Como por lá a única coisa que interessa é o Carnaval, seria bom que os turistas não ficassem sabendo, pois podem desistir de vir sambar no Rio. Ou que sejam vacinados em casa antes de embarcar para o Brasil. Isso se em seus países existir vacina para a dengue, doença deste Brasil que não consegue erradicar a doença nem a ignorância do povo que cria as condições para sua subsistência. Vamos ficar atentos ao noticiário para ver as consequências lá fora.
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 12:19
 

UMA POLÍCIA MILITAR NACIONAL

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  • A POLÍCIA MILITAR do Distrito Federal, a melhor remunerada do país, entra em compasso de greve: lento, "no ritmo do governo", como declara sua liderança ao Correio Brasiliense, o que significa riscos à segurança da população. A articulação nacional das polícias militares merece atenção das autoridades, pois pode ser o germe de um exército paralelo, com os riscos inerentes de corporações que se articulam em escala nacional, sem controle dos estados a que pertencem.
  • Se os estados não conseguem remunerar no padrão remuneratório igualitário, em nível nacional, que as polícias militares reclamam, seria o caso de federalizá-las e mantê-las sob o comando da União, como forças de segurança interna. Isso não fere o princípio federativo nem a autonomia dos estados, que com as paralisações das polícias, começam a usar o Exército em funções de segurança incompatíveis com seu papel constitucional.
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 12:11
 

GOVERNO REFÉM

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  • O PR perdeu o ministério dos Transportes com a queda do senador Alfredo Nascimento por aqueles motivos que vêm derrubando ministros no Brasil (menos os petistas, como Guido Mantega e Fernando Pimentel). Ontem a ministra Ideli Salvatti, das relações institucionais, prometeu que até 14 de março o PR receberá um ministério. Entenderam? O partido apronta, mas permanece no governo. Só recebe um castigo, assim tipo suspensão.
  • Não fica por aí. O ex-ministro Carlos Lupi, que caiu do ministério do Trabalho, continua no conselho político do governo, pois permanece na presidência do PDT. Inclusive será ouvido para a escolha do próximo ministro do Trabalho. Parece que as irregularidades no ministério não foram na gestão de Lupi e não tiveram a participação de seu partido. Não tem outro jeito, pois neste país o executivo é refém do legislativo
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 11:54
 

DUCCI TUGIU, FRUET NÃO MUGIU

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  • GUSTAVO FRUET - sempre fotografado sob as arcadas da UFPR, para onde um dia voltará como pró-reitor de recursos humanos - não tugiu nem mugiu durante a greve dos funcionários da saúde e dos motoristas e cobradores de Curitiba.
  • Seria o cacoete de ex-tucano de ficar em cima do muro? Ou o medo de se comprometer com a classe média, que repudia as greves? Ou de prometer demais aos trabalhadores, que podiam arrancar dele compromissos quando eleito para a prefeitura?
  • Se Fruet não mugiu, o prefeito Luciano Ducci, com quem disputará a prefeitura, preferiu tugir: murmurou entre dentes, com forte sotaque do Alto Bacacheri, que a greve dos motoristas foi agitação de "algumas pessoas", com "fins políticos". Ou seja, Fruet não é "alguma pessoa".
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 11:38
 

MILAGRES FINANCEIROS NAS ELEIÇÕES

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  • O GOVERNADOR PROMETE aumento para a polícia militar e para o magistério. Consta que irá subsidiar o transporte coletivo de Curitiba, como informa hoje o colunista Celso Nascimento, na Gazeta. Ou o secretário Luiz Hauly escondia dinheiro sob o colchão quando disse que as finanças do Paraná estavam na pindaíba, ou Beto Richa, como Jamie Oliver, o cozinheiro da TV, encontrou o cofre com dois milhões de libras no porão do restaurante. Com a sorte de Beto nunca se sabe, pode até ser dinheiro de Dilma.
  • Essas coisas têm que ser explicadas para a cidadania, ou será outro "santuário inviolável". Como é que pode numa semana não ter dinheiro e na seguinte o dinheiro aparecer? Fica aquela impressão de que o dinheiro era estocado para ser desovado no ano da eleição para o governo do Estado. A mesma desova feita pelo prefeito Luciano Ducci, que abriu as burras do Tesouro para calçadas mal acabadas, postes mal enjambrados e asfaltos muito seletivos neste ano eleitoral.
  • Ducci acabou por levar o tiro pela culatra com a greve do transporte coletivo. A denúncia do colunista Celso Nascimento merece ser examinada, seja no plano administrativo-financeiro, seja no político-eleitoral: o governador que, quando prefeito, comprimiu a tarifa do transporte coletivo, usa o dinheiro do Estado para subsidiar (leia-se não aumentar na catraca do ônibus) a tarifa municipal no ano em que seu candidato disputa a eleição de prefeito! O subsídio, nesse quadro, pode ser visto como o clássico "uso da máquina".
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 10:57
 

ROSA NA FOGUEIRA

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  • A MINISTRA ROSA WEBER, a mais nova no STF, deu voto favorável à aplicação da Lei da ficha limpa para as eleições deste ano. Já tinha sido o voto decisivo na questão dos poderes de investigação do CNJ sobre a magistratura. Tem revelado sintonia com as grandes aspirações da cidadania. Uma promessa, se não for consumida pela fogueira das vaidades do STF - que por incrível que pareça é mais branda que as fogueiras dos tribunais inferiores, federais e estaduais, estas mais brandas que as que ardem no peito dos juízes de primeiro grau, mais fortes e intensas quanto mais jovens os juízes.
 

CORVO NÃO COME CORVO

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  • VENCIDA A LICENÇA de 90 dias, João Cláudio Derosso pede e ganha prorrogação de outros 90 na presidência da câmara dos vereadores de Curitiba. Enquanto isso corre o prazo para se defender no processo de improbidade ajuizado pelo ministério público. O processo de improbidade tem por base o mesmo fato pelo qual os vereadores absolveram Derosso: os contratos milionários de publicidade que concedeu, pela câmara, à empresa da mulher, jornalista Cláudia Guedes.
  • É difícil para o leigo entender isso de o sujeito ser absolvido pela câmara e depois condenado - como fatalmente acontecerá com Derosso - pela Justiça. A explicação técnica diz que o julgamento da câmara é político, e neste existe ampla liberdade, até de ignorar a prova cabal da ilegalidade, o que não acontece com o da Justiça, estritamente jurídico. Fui explicar o julgamento político no boteco aqui no Alto da XV. Ninguém entendia, até que o bêbado de plantão resumiu: "É o seguinte, corvo não come corvo".
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 14:04
 


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