ROGERIO DISTEFANO - MAXBLOG

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A INDÚSTRIA DA RESTAURAÇÃO

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  • O ORÇAMENTO FEDERAL de 2012 prevê R$ 16 bi para obras de infraestrutura e R$ 14 bi para reparos em rodovias, ou seja, gasta-se para consertar quase tanto quanto se gasta para fazer do zero. E como as coisas são feitas do zero? São mal feitas, como declara o engenheiro Deckran Berberian, da Universidade de Brasília, em entrevista a O Globo de hoje. "As obras são feitas para não durar", diz ele, porque sustentam a indústria da restauração.
  • Ao caminhar pelas ruas de Curitiba neste frenesi calçadeiro do prefeito Luciano Ducci constato o diagnóstico de Berberian. As calçadas ficam pela metade, talvez sejam concluídas em um mês, dois, seis; as de minha rua já completam duas semanas com esquinas desbeiçadas e lajotas soltas, iguais a estas de São Paulo, na foto. As obras são mal feitas por serem orçadas por baixo nas licitações obsessivas pelo preço menor, que espanta a suspeita do sobrepreço?
  • Nossas calçadas são mal feitas por que são mal fiscalizadas? A má fiscalização, se não é a causa principal, é causa acessória, porque não acredito que um fiscal da prefeitura, agindo com responsabilidade, admita o estado em que estão sendo executadas as calçadas de Luciano Ducci. Mas quem se interessa por isso? O Estado não somos nós, que o sustentamos; são eles, que fazem o que querem. E a restauração, quando acontece? No próximo ano ou na próxima eleição?
Última atualização em Qui, 09 de Fevereiro de 2012 11:53