Qui, 16 de Fevereiro de 2012 10:00
- VENCIDA A LICENÇA de 90 dias, João Cláudio Derosso pede e ganha prorrogação de outros 90 na presidência da câmara dos vereadores de Curitiba. Enquanto isso corre o prazo para se defender no processo de improbidade ajuizado pelo ministério público. O processo de improbidade tem por base o mesmo fato pelo qual os vereadores absolveram Derosso: os contratos milionários de publicidade que concedeu, pela câmara, à empresa da mulher, jornalista Cláudia Guedes.
- É difícil para o leigo entender isso de o sujeito ser absolvido pela câmara e depois condenado - como fatalmente acontecerá com Derosso - pela Justiça. A explicação técnica diz que o julgamento da câmara é político, e neste existe ampla liberdade, até de ignorar a prova cabal da ilegalidade, o que não acontece com o da Justiça, estritamente jurídico. Fui explicar o julgamento político no boteco aqui no Alto da XV. Ninguém entendia, até que o bêbado de plantão resumiu: "É o seguinte, corvo não come corvo".
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 14:04