Qui, 16 de Fevereiro de 2012 10:24
- O GOVERNADOR PROMETE aumento para a polícia militar e para o magistério. Consta que irá subsidiar o transporte coletivo de Curitiba, como informa hoje o colunista Celso Nascimento, na Gazeta. Ou o secretário Luiz Hauly escondia dinheiro sob o colchão quando disse que as finanças do Paraná estavam na pindaíba, ou Beto Richa, como Jamie Oliver, o cozinheiro da TV, encontrou o cofre com dois milhões de libras no porão do restaurante. Com a sorte de Beto nunca se sabe, pode até ser dinheiro de Dilma.
- Essas coisas têm que ser explicadas para a cidadania, ou será outro "santuário inviolável". Como é que pode numa semana não ter dinheiro e na seguinte o dinheiro aparecer? Fica aquela impressão de que o dinheiro era estocado para ser desovado no ano da eleição para o governo do Estado. A mesma desova feita pelo prefeito Luciano Ducci, que abriu as burras do Tesouro para calçadas mal acabadas, postes mal enjambrados e asfaltos muito seletivos neste ano eleitoral.
- Ducci acabou por levar o tiro pela culatra com a greve do transporte coletivo. A denúncia do colunista Celso Nascimento merece ser examinada, seja no plano administrativo-financeiro, seja no político-eleitoral: o governador que, quando prefeito, comprimiu a tarifa do transporte coletivo, usa o dinheiro do Estado para subsidiar (leia-se não aumentar na catraca do ônibus) a tarifa municipal no ano em que seu candidato disputa a eleição de prefeito! O subsídio, nesse quadro, pode ser visto como o clássico "uso da máquina".
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 10:57