Qui, 16 de Fevereiro de 2012 14:06
- NOSSO BRAVO SENADOR ÁLVARO DIAS (PSDB) critica o contingenciamento de R$ 55 bilhões pelo governo federal: "Nós acabamos de aprovar o orçamento e já estamos cortando? O orçamento é uma peça de ficção? Uma brincadeira de fim de ano?".
- Contingenciamento é prática comum na gestão orçamentária; significa o retardamento no gasto, a retenção ou o corte de recursos conforme as circunstâncias - ou contingências, daí o nome. Um exemplo, por todos: cortam-se despesas para gerar superávit nas contas, equilibrando receita e despesa ou diminuindo o déficit; restabelecida a entrada de recursos, cumpre-se o orçamento, se possível nos limites em que ele foi votado.
- Álvaro se faz de milho para comer o burro. Primeiro, porque o orçamento não traz obrigação de serem aplicados todos os recursos nele previstos. Por isso se diz que o orçamento em regra é autorizativo, não mandatório. Álvaro sabe disso, mas tenta convencer você de que é mandatório. Nosso senador não diz, porque lhe convém, que o orçamento cortado não foi votado pelo executivo, mas pelo legislativo, inclusive com emendas dele, Álvaro.
- Segundo, no governo FHC, do PSDB de Álvaro, também se fazia contingenciamento e Álvaro não chiava. Mesmo no governo de Álvaro Dias no Paraná praticou-se o contingenciamento até para fins não orçamentários, como segurar recursos para gastar em ano eleitoral. Só agora Álvaro fala de "ficção" e "brincadeira de fim de ano". De original só a brincadeira, porque dizer que é ficção virou lugar comum, batido, chapado, sem graça.
Última atualização em Qui, 16 de Fevereiro de 2012 16:42